terça-feira, 8 de abril de 2008

Janeiras

Boas festas, boas festas
Nós aqui as vimos dar
Às senhoras desta casa
Se as quiserem aceitar.

Somos os jovens da Moita
É Natal e agora Reis
Vimos pedir as Janeiras
E as esmolas sim, vós dareis.

O dia está alegre
Não vamos ficar cá fora
Venham-nos dar as Janeiras
Depressa e sem demora.

Ó minha rica senhora
Não tenha vergonha não
Ponha a mão na salgadeira
Puxe lá um chourição.

Ficámos agradecidos
Pela oferta recebida
Que tenham muita saúde
E muitos anos de vida.

Bruno, Gonçalo, Débora.
2.º C

Janeiras

Aqui vimos, aqui vimos
Aqui vimos bem sabeis
Vimos dar as boas festas
E também cantar os Reis.

Nós somos as criancinhas
Que pedimos a cantar
Pedimos as Janeirinhas
E bênção p'ra este lar.

Levante-se daí senhora
Desse banco de cortiça
Venha nos dar as Janeiras
Ou morcela ou chouriça.

Levante-se daí senhora
Desse banquinho de prata
Venha nos dar as Janeiras
Que está um frio que mata.

As Janeiras são cantadas
Do Natal até aos Reis
Olhai lá por vossa casa
Se há coisa que nos deis.

Boas festas, boas festas
Está a alba a arruçar
Venha-nos dar as Janeiras
Que temos muito para andar.

Obrigado minha senhora
Pela sua Janeirinha
P' ro ano cá estaremos
Nós e mais as criancinhas.

Quem diremos nós que viva
Na folhinha da giesta
Já lhe cantámos as Janeiras
Acabou a nossa festa.

Tiago, Marco, Rafael.
2.º C

Janeiras

I
Ainda agora aqui cheguei
Já pus o pé na escada
Logo o meu coração disse
Que aqui mora gente honrada.

II
Nós não vimos pelas Janeiras
Nós as Janeiras cá trazemos
Vimos pelas obrigações
Que a esta casa devemos.

III
De quem é aquele chapéu
Que além está pendurado
É do dono desta casa
Que é bonito como um cravo.

IV
Viva lá senhor ...
Usa o seu chapéu direito
Quando vai pela rua fora
Todos lhe guardam respeito.

VI
Viva lá minha senhora
Raminho de salsa crua
Quando chega à janela
Põe-se o sol e nasce a lua.

VII
Viva lá senhora ...
Raminho de palma branca
Ainda anda neste mundo
Já no céu é uma santa.

XVII
Ó que estrela tão brilhante
Que vem dos lados do norte
À família desta casa
Ó Deus lhe dê uma boa sorte.

XVIII
Trinca martelo
Torna a trincar
Barbas de chibo
Não tem que nos dar.

ANA, MARGARIDA, EMILY
2.º C

sábado, 29 de março de 2008

As Janeiras

Ó de casa, alta nobreza,
Mandai-nos abrir a porta,
Ponde a toalha na mesa
Com caldo quente da horta!

Teni, ferrinhos de prata,
Ao toque desta sanfona!
Trazemos ovos de prata
Fresquinhos, prá vossa dona.

Senhora dona de casa,
À ilharga do seu Joaquim,
Vermelha como uma brasa
E alva como um jasmim!

Vimos honrar a Jesus
Numas palhinhas deitado:
O candeio está sem luz
Numa arribana de gado.

Mas uma estrela dianteira
Arde no céu, que regala!
A palha ficou trigueira,
Os pastorinhos sem fala.

Dá-lhe calorzinho a vaca,
O carvoeiro uma murra,
A velha o que traz na saca,
Seus olho mansos a burra.

Já as janeiras vieram,
Os Reis estão a chegar,
Os anos amadurecem:
Estamos para durar!

Já lá vem Dom Melchior
Sentado no seu camelo
Cantar as loas de cor
Ao cair do caramelo.

O incenso, mirra e oiro,
Que cheirais e luzis tanto,
Não valeis aquele tesoiro
Do nosso Menino santo!

Abride a porta ao peregrino,
Que vem de num longe, à neve,
De ver nascer o Menino
Nas palhinhas do preseve.

Acabou-se esta cantiga,
Vamos agora à chacota:
Já enchemos a barriga,
Sigamos nossa derrota!

Rico vinho, santa broa
Calça o fraco, veste os nus!
Voltaremos a Lisboa
Pró ano, querendo Jesus

Adriana, Bruno, Juliana – 2.º C

As Janeiras

Esta noite é de Janeiras
É de grande merecimento
Por ser a noite primeira
Em que Deus passou tormentos.

A silva que nasce à porta
Vai beber à cantareira
Levante-se daí, senhora
Venha-nos dar a Janeira.

Levante-se daí, senhora
Do seu tão caro banquinho
Venha-nos dar a Janeira
Em louvor do Deus Menino.

Vinde-nos dar a Janeira
Se no-la houver de dar
Nós somos de muito longe
Não podemos cá voltar.

José e Jorge
2.º C